O capital humano é constituído das pessoas que fazem parte de uma organização. Capital humano significa talentos que precisam ser mantidos e desenvolvidos. Mais do que isso, capital humano significa capital intelectual. Um capital invisível composto de ativos intangíveis. A contabilidade tradicional, preocupada unicamente com ativos tangíveis e físicos, está às voltas com um fenômeno inesperado: o valor de mercado das organizações não depende mais apenas do seu valor patrimonial físico, mas principalmente do seu capital intelectual. Na Era da Informação o conhecimento está se transformando no recurso organizacional mais importante das empresas. Uma riqueza muito mais importante e crucial do que o dinheiro. Gradativamente, o capital financeiro - que predominou na Era Industrial - está cedendo lugar para o capital intelectual, como a base fundamental das operações empresariais. Em um mundo onde os tradicionais fatores de produção - natureza, capital e trabalho - já esgotaram e exauriram a sua contribuição para os negócios, as empresas estão investindo pesadamente no capital intelectual para aumentarem a sua vantagem competitiva. Criatividade e inovação através de idéias. E idéias provém do conhecimento, que está na cabeça das pessoas.
O fato é que as empresas bem-sucedidas estão se transformando em organizações educadoras e em organizações do conhecimento, onde a aprendizagem organizacional é incrementada e desenvolvida através de processos inteligentes de gestão do conhecimento. Nessas empresas, a ARH está totalmente comprometida em incrementar o capital intelectual e aplicá-lo cada vez mais. O sucesso empresarial reside nesse filão. Assim, o capital intelectual está se tornando um conceito fundamental para as organizações que miram o futuro. Para Sveiby (1), o capital intelectual é composto dos seguintes ativos intangíveis:
• Uma nova visão do homem, do trabalho e da empresa.
• Estrutura plana, horizontalizada, enxuta, de poucos níveis hierárquicos.
• Organização voltada para processos e não por funções especializadas e isoladas.
• Necessidade de atender ao usuário - interno e externo - e, se possível, encantá-lo.
• Sintonia com o ritmo e natureza das mudanças ambientais.
• Visão voltada para o futuro e para o destino da empresa e das pessoas.
• Necessidade de criar valor e de agregar valor as pessoas, a empresa e ao cliente.
• Criação de condições para uma administração participativa e baseada em equipes.
• Agilidade, flexibilidade, dinamismo e pró-atividade.
• Compromisso com a qualidade e com a excelência de serviços.
• Busca da inovação e da criatividade.
A Classificação dos Ativos Intangíveis
Devido a essa gradativa importância, está havendo dentro das organizações uma verdadeira migração dos ativos tangíveis e físicos para os ativos intangíveis e abstratos. As empresas estão preocupadas em identificar indicadores adequados para mensurar seus ativos intangíveis, como o capital humano (talentos e habilidades de seus funcionários) e o capital estrutural interno (sistemas administrativos internos) e externo (apoio e interesse de seus clientes e a idoneidade e rapidez de seus fornecedores). Nesse quadro, as pessoas passam a ser a prioridade fundamental das empresas na busca do seu sucesso.
